Olá, pessoas!
Caixa de pássaros ficou na minha lista de desejados por um bom tempo, até que finalmente o consegui em uma troca no Skoob por apenas um
crédito ♥ (mostrei no
Book Haul de abril). Tive que furar a fila interminável de livros a serem lidos e não me arrependi nem por um segundo.
Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler.
Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas.
Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.
Malorie é a protagonista de Caixa de Pássaros e é a história dela que acompanhamos do início ao fim. A narrativa é intercalada entre presente e passado e quem acompanha o blog sabe que eu amo isso, pois deixa a história muito mais rica e instigante, além de tornar a leitura mais fluida.
Há alguns anos, um surto pandêmico
começou a apavorar o mundo todo.
Ninguém sabe ao certo do que se trata, mas todos os que se arriscaram a
abrir os olhos fora de suas casas se suicidaram das piores formas
imagináveis. Com o passar do tempo, também começaram a perceber que não
tapar suas portas e janelas poderia ter um resultado catastrófico.
- Eles acham que não é seguro olhar para fora? Olhar para qualquer lugar?
Malorie
está bem cética no começo, mas quando tudo o que se vê nos jornais são
notícias sobre novas vítimas, quando ela mesma presencia um dos atos
suicidas, não há mais como negar: algo está enlouquecendo o mundo e ela
não sabe o que é, só sabe que precisa fugir. Mas pra onde?
Ao ler um aviso no jornal em que o dono
de uma casa grande e com mantimentos chamava todos os sobreviventes
para se juntar a ele, a protagonista se rende e dirige por quilômetros
com os olhos vendados. O que deveria ser uma tarefa simples, concluída
em minutos, acaba demorando horas e nos deixa apreensivos sobre o que
pode acontecer a ela. O que há lá fora?
É um blecaute, pensa Malorie. O mundo, o exterior está sendo desligado.
Como que por um milagre, ela chega à tal casa onde já vivem outras cinco pessoas: Tom, Jules, Cheryl, Don e Felix, além de Victor, o cachorro de Jules. Cada um possui suas próprias personalidades e é perceptível o medo que sentem ao ver Malorie chegar. Ela viu alguma coisa? Como será dividir os mantimentos com mais uma pessoa? Para piorar, ela está grávida. Duas novas
pessoas sob os cuidados deles. E como será o parto? O futuro é um
grande ponto de interrogação que paira sobre a casa de número 273 da rua
Shillingham.
A luta pela sobrevivência é diária e todos precisam fazer a sua parte para que tudo ocorra da melhor forma possível. Sair para buscar água com vendas nos olhos. Procurar mantimentos pelos quarteirões próximos se orientando apenas com bastões. Encontrar mais sobreviventes e se certificar de que não estão loucos.
Parece não haver esperanças de uma recuperação do mundo exterior, mas uma chamada telefônica muda tudo. Um convite que pode mudar tudo, basta que os moradores reúnam sua coragem para sair da casa e ir em busca de um lugar melhor. Isso é possível? 14 quilômetros em um barco, sem nenhum tipo de contato visual com o mundo é algo seguro a se fazer?
Apreensão, angústia e surpresa foram sentimentos que me acompanharam do início ao fim. Não esperava o final que teve, mas acredito que foi o melhor possível.
Em momento algum eu vi Caixa de pássaros como um livro de terror daqueles que nos faz tremer. Ele é, sim, um thriller psicológico muito bem construído que te faz sentir agonia juntamente com seus personagens, te faz pensar no que acontecerá a seguir e quem sobreviverá nessa loucura, mas medo não foi um sentimento vivido por mim durante a leitura.
Sendo assim, quem está evitando Caixa de pássaros por não querer dormir com as luzes acesas depois pode encará-lo sem receio. Por ser um livro de estreia, acredito que foi muito bem escrito.
Enquanto lia eu ficava imaginando o quanto seria bom se houvesse uma adaptação, e aí ao conversar com uns colegas sobre ele, descobri que realmente haverá o/
O trecho abaixo pode conter SPOILERS. Selecione para ler.
1) Por que justamente a Shannon olhou pra fora, se era ela quem estava mais histérica com tudo isso desde o início? Faria mais sentido Malorie olhar, já que ela é quem estava cética.
2) Um cordão umbilical é forte o suficiente pra aguentar o peso de uma mulher adulta? Essa morte não fez muito sentido pra mim.