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05/06/2017

{Resenha} Perdida - Carina Rissi

05/06/2017
Que livro sensacional. Difícil não se apaixonar pela escrita da Carina e a história de Sofia e Ian.



Título: Perdida
Série: Perdida (volume #1)
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Ano: 2013
Páginas: 364
Skoob
Avaliação:
5 / 5 💓
Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo e lindo Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...

27/04/2017

Li até a página 100 #3: Perdida

27/04/2017
Olá, pessoas.
Mesmo depois de muito me indicarem Carina Rissi, eu relutava em começar a lê-la. Não sei por que fiz isso, sério! Ela é boa demais, super divertida. Agora já passei da página 100, mas ainda assim quero contar um pouquinho sobre esse livro super conhecido dela, que é o Perdida. Eu provavelmente não vou resenhar esse livro separadamente, apenas a série completa quando eu finalmente terminá-la, ok?


Primeira frase da página 100:

Ela acha que eu não tenho vida, apenas trabalho e trabalho, e que nunca vou arrumar um namorado se ficar trancada em casa ou no escritório.

Do que se trata o livro?

De uma moça que vive no século XXI, ama tecnologia, e que de repente se vê presa no século XIX. Ela precisa cumprir algumas tarefas para poder voltar ao seu tempo certo, mas ela sequer sabe que tarefas são essas. Em 1830, ela conhece Ian Clarke e aí tudo começa a ficar mais difícil: como resistir aos encantos de um cavalheiro como ele? Como se apaixonar por alguém que vive quase dois séculos antes dela, sem sair machucada?

O que está achando até agora?

Estou me achando idiota por não ter lido Carina Rissi antes. Ela escreve muito bem, tem uma narrativa muito fluida e engraçada. Além disso, tem uns misteriozinhos que me deixam instigada. Toda vez que chego ao final de um capítulo sei que preciso ler mais um, porque o anterior termina sem explicação.

O que está achando da personagem principal?

Sofia é muito divertida! Ela tem todas as gírias das pessoas de sua época e tem que ficar explicando para aqueles do ano 1830. Além disso, ela precisa conviver com a falta do chuveiro, dos sanitários, do sexo e com a presença constante de vestidos que a fazem se sentir um bombom. 

Melhor quote até agora:

Fiquei gelada. Nina cuidando de um bebê! Um bebê que chora e vaza meleca por vários orifícios diferentes. O tempo todo! Se bem que, se ela era capaz de suportar o Rafa, com seus quase dois metros de altura, resmungando e pedindo coisas o tempo todo, seria capaz de cuidar de um bebê de cinquenta centímetros e que, com certeza, reclamaria muito menos.

Vai continuar lendo?
É provável que quando essa postagem for ao ar eu já tenha concluído a leitura (obrigada, postagens programadas!) mas já quero ler tudo da Carina Rissi. Ainda bem que tenho mais uns cinco dela aqui esperando na fila ♥

Última frase da página:

- Você só não consegue aprender meu nome. Estou começando a pensar que faz isso de propósito, só para me irritar! - eu disse, ainda muito espantada que ele conhecesse (ao que parecia) diversas línguas estrangeiras.

Leia também:

Já leram esse ou outro livro da Carina Rissi? Gostaram? Me contem!
POST VÁLIDO PARA O TOP COMENTARISTA DE ABRIL 
PARTICIPE ATÉ 02/05

05/03/2017

{Resenha} Suzy e as águas-vivas - Ali Benjamin

05/03/2017
the thing about jellyfish
Título: Suzy e as águas-vivas
Título original: The Thing About Jellyfish
Autora: Ali Benjamin
Editora: Verus
Ano: 2016
Páginas: 223
Skoob
Avaliação: 3/5

Às vezes, quando nos sentimos mais solitários, o mundo decide se abrir de formas mágicas.
Suzy Swanson está quase certa do real motivo da morte de Franny Jackson. Todos dizem que não há como ter certeza, que algumas coisas simplesmente acontecem. Mas Suzy sabe que deve haver uma explicação — uma explicação científica — para que Franny tenha se afogado.
Assombrada pela perda de sua ex-melhor amiga — e pelo momento final e terrível entre elas —, Suzy se refugia no mundo silencioso de sua imaginação. Convencida de que a morte de Franny foi causada pela ferroada de uma água-viva, ela cria um plano para provar a verdade, mesmo que isso signifique viajar ao outro lado do mundo... sozinha. Enquanto se prepara, Suzy descobre coisas surpreendentes sobre o universo — e encontra amor e esperança bem mais perto do que ela imaginava.
Este romance dolorosamente sensível explora o momento crucial na vida de cada um de nós, quando percebemos pela primeira vez que nem todas as histórias têm final feliz... mas que novas aventuras estão esperando para florescer, às vezes bem à nossa frente.

História de amizade? Talvez. Creio que Suzy e as águas-vivas seja mais sobre crescimento pessoal e amadurecimento. Vamos ver se você concorda!?

21/08/2016

{Resenha} A garota do calendário Janeiro - Audrey Carlan

21/08/2016
Olá, pessoas!
O lançamento da série A garota do Calendário gerou um bafafá e tanto, né? Por incrível que pareça, resolvi não ficar alheia a isso - como ocorreu com Como eu era antes de você. Comprei os quatro primeiros livros da série e hoje vou contar o que achei do A garota do calendário - Janeiro.

capa do livro A garota do calendário janeiro

SINOPSE

Ela precisava de dinheiro. E nem sabia que gostava tanto de sexo. O fenômeno editorial do ano e best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal.
Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato.
A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil.
Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...
Em janeiro, Mia vai conhecer Wes, um roteirista de Malibu que vai deixá-la em êxtase. Com seus olhos verdes e físico de surfista, Wes promete a ela noites de sexo inesquecível — desde que ela não se apaixone por ele.
Título: A garota do calendário - Janeiro|Autora: Audrey Carlan|Editora Verus|Skoob|Avaliação: 4/5

03/08/2016

{Resenha} Quarto - Emma Donoghue

03/08/2016
Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o Quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la.

O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.
Título: Quarto|Autora: Emma Donoghue|Editora: Verus|Skoob|Avaliação: 3/5
Quarto não é a história de uma mulher que foi sequestrada ainda adolescente e acabou gerando um filho de seu abusador. Quarto é a história desse filho e sua relação com esse mundo que ele conhece e acredita ser o único existente, que pra mãe não passa de uma prisão.

Emma Donoghue livro Quarto

Dentro de um cubículo, a Mãe consegue diversificar a rotina do filho a tal ponto que ele acaba gostando daquilo, se apegando àquilo. Livros, brinquedos e brincadeiras estão mais presentes do que na vida de muitos que vivem no "Lá Fora" e isso me fez questionar: será que muitos de nós não estão vivendo em um Quarto, mesmo que no sentido figurado?
As pessoas também, bombeiros, professores, ladrões, bebês, santos, jogadores de futebol e gente de todo tipo, eles todos estão mesmo no Lá Fora. Mas eu não estou lá, eu e a Mãe, nós somos os únicos que não estão lá. Será que ainda somos reais?
No início, a narrativa é ágil até demais. Precisei me concentrar muito pra não me perder nos pensamentos de Jack. A linguagem é um pouco madura para a idade do narrador, apesar da pureza ser perceptível na forma com que ele trata os objetos que os rodeiam: como se fossem seres vivos, não meras "coisas". Um ponto positivo foi a escrita ser mantida como uma criança costuma falar no processo de  alfabetização: fazeu, mais maior, trazeu...

Jack possui a inocência que só as crianças possuem, mas ela é ainda mais acentuada porque, aos cinco anos de idade, absolutamente tudo é novo pra ele no Lá Fora, e entende o que lhe dizem de forma literal - muitas vezes sendo irritante, confesso. Jack demora a se acostumar com o mundo propriamente dito e se recusa a acreditar que aquele é seu lar, pedindo para voltar para o Quarto. Aqui também cabe uma reflexão acerca do comodismo a que muitos estamos habituados, preferindo ficar dentro de uma "caixa" a sair para o mundo, que nos causa medo e estranheza.
No Quarto a gente sabia como tudo se chamava, mas no mundo tem tanta coisas que as pessoas nem sabem os nomes.
Pude perceber que a fuga do Quarto foi um "divisor de águas", mas nem sempre da melhor forma. Antes, a Mãe era amorosa, atenciosa e tinha um cuidado extremo com Jack. Depois, ao se confrontar com questões antes não pensadas, entrevistas, curiosos e paparazzis, ela se torna relapsa e distante.

Quarto Emma Donoghue

Apesar dos pontos positivos, Quarto foi uma leitura arrastada, maçante. Demorei mais de um mês para concluir e, sinceramente, só concluí porque já estava perto do fim, ou teria abandonado. Se o livro tivesse pelo menos 50 páginas a menos, seria bem melhor. Descrições demais, repetições demais, em certo momento até perdeu o sentido.
No mundo, eu noto que as pessoas vivem quase sempre tensas e não têm tempo. Acho que o tempo é espalhado muito fino em cima do mundo todo [...] por isso só tem um tiquinho de tempo espalhado em cada lugar, e aí todo mundo tem que correr pro pedaço seguinte.
O fato de ser narrado única e exclusivamente por Jack foi, ao meu ver, um erro da autora. Um capítulo sob a perspectiva de Joy já teria deixado a obra mais interessante, mais rica. Quem sabe até mesmo capítulos voltando no tempo, antes do sequestro ou antes de Jack nascer, ou o ponto de vista do Velho Nick, não sei... em geral, não gosto de narrativas por um único ponto de vista e com esse livro não foi diferente.

E você aí, já leu? Assistiu ao filme? Achei a Mãe tão diferente no filme... estúpida, arrogante, sei lá... também não curti muito. Me contem o que acharam do livro/filme/resenha!

A garota do calendário sorteio
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